Armas

Armamento Exército

Lança-granadas

No final da década de 1950 existia no Exército um lança-granadas de 5 cm, tipo morteiro ligeiro, e granadas anti-carro de espingarda. Na falta de uma arma de apoio próximo, do tipo das granadas de espingarda já vulgarizadas, a solução encontrada foi original: o dilagrama (dispositivo de lançamento de granadas de mão). Tratava-se de uma granada de mão defensiva m/963, montada em suporte com um encaixe oco que se adaptava no cano da G-3. No seu lançamento usava-se um cartucho de salva (sem bala), fornecido junto, e para o disparo era necessário tirar o carregador e introduzir manualmente o cartucho de salva.

Contudo, este «compasso de espera», com a agravante de impedir temporariamente o uso da espingarda, aliado ao risco do manuseamento, tornou a arma pouco popular.

Os lança-granadas-foguete (vulgo bazuca), de que existiam modelos de 6 cm e de 8,9 cm, foram extensivamente empregues, mau grado só disporem de munições anti-carros (Heat), consequentemente de pouca eficácia anti-pessoal, o que era compensado pelo forte efeito neutralizante da sua potente granada. Aliás, dado o grande número de lança-granadas RPG-2 e RPG-7 dos adversários, impunha-se uma resposta equivalente.

A falta do lança-granadas-foguete anti-pessoal foi colmatada também com algum engenho, desta vez através do sistema de lançamento ao ombro de um foguete originalmente concebido para tiro ar-solo: o rocket de 37 mm. Desenvolvida em Angola, esta arma foi muito utilizada também na Guiné e, mais leve que a bazuca, de munições mais baratas e fáceis de obter, teve largo emprego.

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