Cenários

Angola – Meio Físico – Humano – Económico

Diversidade geográfica

Angola dispõe de grande diversidade de paisagens. Junto à costa, uma planície cuja largura é de cerca de 25 quilómetros ao sul, varia entre os 100 e os 200 quilómetros ao norte, eleva-se, para o interior, por sucessivos patamares. Dois terços do território situam-se à altitude de 1000 – 1300 metros – o Planalto Central.
O ponto mais alto de Angola é o morro Moco (2620 m), na zona do Huambo, no Planalto Central, onde os altos relevos se orientam no sentido sul-oeste e norte-este: serras do Humbe e do Chilengue.
De modo geral, o terreno em Angola desce, a partir do paralelo 10° sul, para a bacia do rio Congo, e a este inclina-se para a depressão central da África austral, até ao deserto do Calahari. Em Angola existem vários tipos de climas, devido à extensão do território, à presença da corrente fria de Benguela e à influência das montanhas no interior:

– Equatorial: Cabinda;
– Tropical húmido: metade norte do planalto central – Dembos;
– Tropical seco: nas regiões altas do Sul – Huíla;
– Temperado húmido: nas planícies costeiras do Norte;
– Semidesértico: no Sul.
– Estação das chuvas: de Novembro a Abril – elevada pluviosidade e altas temperaturas.
– Estação seca: Maio a Outubro.

A maior pluviosidade média regista-se nas zonas do Uíje e da Lunda.
A maior parte dos rios de Angola têm como origem o planalto do Bié e correm em três orientações: para o Atlântico, para o sul-sueste e para norte.
No Norte, os rios são, de modo geral, de dificil transposição devido à corrente, aos rápidos e às margens cobertas de densa floresta tropical. Na época das chuvas, os caudais aumentam e a situação piora.

– Congo desagua no Soio (Santo António do Zaire) faz fronteira com a República Democrática do Congo, numa extensão de 150 km;

– M’Bridge desagua em Ambrizete e constitui a bacia hidrográfica onde se situam Bembe (Salazar) e Maquela do Zombo;

– Loge desagua no Ambriz e atravessa as zonas dos Dembos, Uije (Carmona) e Negaje;

– Dande desagua a norte de Luanda e atravessa também os Dembos, Úcua, Quibaxe. No Leste, os rios têm, em geral, margens baixas e correm por planícies, transbordando durante a época das chuvas e criando zonas alagadas e pantanosas – as «chanas».

– Cassai atravessa as zonas de Camanongue (Buçaco), Cassai, Luau (Teixeira de Sousa) e serve de fronteira com a República Democrática do Congo, numa extensão de 400 km;

– Luena, um afluente do Zambeze que atravessa a zona de Luena (Luso) e Lumeje, servindo de fronteira à zona da Cameia;

– Lungué-Bungo, outro afluente do Zambeze, que atravessa as regiões de Lucusse e Luvei;

– Cuando, o rio das Terras do Fim do Mundo, que atravessa as regiões da N’Riquinha e da Luiana e se perde numa zona pantanosa da Namíbia;
– Cuíto, outro rio das Terras do Fim do Mundo, onde a Marinha portuguesa criou uma base naval: Vila Nova da Armada;
– Cubango, o terceiro rio que define o distrito do Cuando-Cubango.

Embora não nasça em Angola, deve ser também referido o rio Zambeze, pois atravessa o saliente do Cazombo e recebe vários afluentes de grande interesse militar e económico.
As bacias hidrográficas destes rios constituem a área de operações do Leste. Foi junto a estes cursos de água e dos seus afluentes que os guerrilheiros instalaram as suas bases e que as populações organizaram o apoio que lhes garantiu a sobrevivência.
As Forças Armadas Portuguesas instalaram no Zambeze e no Cuíto destacamentos da Marinha de Guerra, com embarcações e unidades de fuzileiros.

Arquivos Históricos

Lugares de Abril

Curso História Contemporânea

Roteiro Didático e Pedagógico

Base Dados Históricos

Site A25A

Centro de Documentação

Arquivo RTP

Cadernos 25 Abril

Filmes e Documentários

Arquivos Históricos

© 2020 – Associação 25 de Abril