Cenários

Angola - Teatro de Operações

A partir de 1966

A partir de 1966 mantiveram-se as dificuldades dos movimentos de libertação no Norte, onde a UPA persegue o MPLA e tenta afirmar-se como a única força no terreno, obrigando este último a procurar outras frentes de afirmação. No início desta fase, o MPLA ensaia acções em Cabinda e, apoiado na recém-independente Zâmbia, transfere-se para o Leste.
A FNLA/GRAE sofre a defecção de Jonas Savimbi, que irá criar a UNITA, e estes dois movimentos vão também instalar-se no Leste.
O movimento dominante é o MPLA, de quem a UNITA se procura defender fazendo um acordo com os militares e a administração portugueses, acordo que será rompido em 1973.
A FNLA tem acção pouco mais do que simbólica e procura, antes de mais, reconhecer e localizar bases do MPLA e dar a ideia de que cumpre as directivas do presidente Mobutu, do Zaire, para que se instale em território angolano e leve consigo os refugiados da área de Kinkuzu e Kolwezi.
O Leste, a partir do qual o MPLA pretende alcançar o interior – Rota Agostinho Neto – e ligar-se ao que resta dos seus guerrilheiros no Norte, será o mais importante campo de batalha de toda a guerra em Angola.
As forças portuguesas controlam a situação, as baixas que sofrem são mínimas e os guerrilheiros não conseguem manter bases durante longo tempo, nem controlar número significativo de populações.
É este sentimento de superioridade que leva o novo comandante da Zona Militar Leste a romper o acordo tácito com a UNITA e atacar os seus mais do que conhecidos refúgios.
Em 1974, a situação militar em Angola estava militarmente controlada, mas a questão, contudo, não era militar.

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