Cenários

Angola - Teatro de Operações

As populações e os Movimentos de Libertação

Os três movimentos de libertação procuraram apoios nos vários grupos étnicos. Em termos simplistas, podem estabelecer-se as seguintes associações «etnonacionalistas» :

– UPA/FNLA – Bacongos e Mbundus, estes sem ultrapassarem o eixo Cuanza-Malanje;

– MPLA – É um partido de quadros, de mestiços e dos antigos assimilados, tendo implantação nas cidades, mesmo que apenas por adesão sentimental. Agostinho Neto é mbundu. No Norte, quer no interior de Angola quer entre os refugiados no Congo, procurou obter a adesão dos bacongos, em concorrência com a UPA/FNLA, e com a abertura da frente leste o MPLA procurou apoios nos Quiocos e nos Ovimbundos;

– UNITA – Teve a sua implantação circunscrita ao Leste e apoiou-se principalmente nos Ovimbundos. A guerra provocou importantes efeitos demográficos. O primeiro grande movimento de populações para o exterior ocorreu em 1961, na sequência dos acontecimentos do Norte, quando vários milhares de refugiados se juntaram aos cento e cinquenta mil emigrados que, do antecedente, se encontravam no ex-Congo Belga.

Em 1971, a ONU registava quatrocentos e quinze mil exilados angolanos, dos quais quatrocentos mil na República Democrática do Congo e no Congo-Brazzaville, e os restantes distribuídos pelo Botswana, Zâmbia e Quénia; mas como cerca de quinhentos mil bacongos a viverem na República Democrática do Congo reivindicavam o estatuto de angolanos, o número de exilados poderá considerar-se próximo de um milhão.
Fontes independentes ligadas a organizações internacionais e analistas da guerra estimam um número que varia entre oitenta e cinco mil e os cento e quinze mil elementos da população radicados no interior de Angola, sob controlo dos três movimentos de libertação.

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