Cenários

Guiné - Teatro de Operações

Influência do meio físico nas operações.

Na zona litoral, os rios sinuosos com margens protegidas por vegetação densa impunham cuidados com a segurança, aumentando assim os tempos de transporte e provocando elevado desgaste em operações de escolta. Por outro lado, nas extensas zonas alagadas (bolanhas), a vegetação densa e rasteira (o tarrafo) e o clima depauperante causavam grandes dificuldades às operações tácticas.
As forças portuguesas em operações encontravam-se, muitas vezes, a descoberto em zonas sem qualquer protecção e de lenta travessia. Raramente obtinham a surpresa nas aproximações terrestres e eram quase sempre surpreendidas. Não tendo acidentes naturais para se proteger das vistas e dos fogos, sofriam baixas com frequência e só os apoios da artilharia e da aviação permitiram, muitas vezes, ultrapassar as situações críticas.
O terreno e o clima impunham a realização de operações de curta duração – um a dois dias -, o que não evitava que as tropas fossem atingidas por doenças derivadas da insalubridade do clima, como o paludismo, as hepatites e as disenterias, agravadas pela deficiente dieta alimentar que era possível fornecer.
No interior, na zona leste, o clima semidesértico, com elevadas amplitudes térmicas, e ausência de água, constituía também ambiente de grande hostilidade para os militares, sendo a zona de Madina particularmente difícil, pois não só as linhas de alturas das últimas elevações do Futa Jalon eram dominadas pelos guerrilheiros, como o terreno pedregoso, com minérios de bauxite, não proporcionava abrigo contra os ataques.
A dureza do clima e do meio levou a que, no início da guerra, as comissões das tropas fossem de 21 meses, enquanto nos outros teatros eram de 24.

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