Operações

Acções de Guerrilha e Contra-Guerrilha

Ataque a Buba

Adaptação dos planos de ataque do PAIGC ao quartel de Buba, na Guiné, em 10 de Outubro de 1969, feita a partir de documentos do capitão cubano Pedro Peralta, que foi capturado por pára-quedistas na Operação Jove:

«A partir do dia 2 de Outubro, um grupo de exploração fez o reconhecimento para obter todos os dados do quartel e fazer um croquis com as áreas à volta, escolher a colocação possível para a infantaria e artilharia e instalar os 82 (morteiros) e os GRAD (Iançadores de foguetes).

À nossa chegada, o trabalho desse croquis estava mal, pois tinha sido feito de noite. Discutimos com Nino e ele ordenou nova exploração. Depois de ela ter sido feita, reunimo-nos para analisar a situação do quartel e a sua possível defesa. Os portugueses deviam ter 400 e picos homens e, pela situação do aquartelamento, era a seguinte a sua forma de defesa:
– pela parte da frente estavam as auto-metralhadoras, uma delas com a possibilidade de cobrir o embarcadouro, que está a 50 metros do quartel. À retaguarda deviam ter um sector para bater todo o rio, no caso de tentativa nossa de o atravessar. Existiam ainda duas peças de artilharia no lado do quartel que dá para a povoação.

Depois de termos analisado todos os sectores de tiro, decidimos fazer o ataque principal com dois bigrupos reforçados com RPG-7 e metralhadora, na direcção da ponta do quartel, onde termina a pista de aviação. Este seria o golpe principal.

O secundário seria com o resto dos dois bigrupos, que entrariam por onde se encontra a povoação.

O plano foi apresentado ao Nino e ele concordou, depois de ver o terreno. Discutimos como se devia avançar e ficou estabelecido como se segue:
– os combatentes com RPG-7 em primeira linha, com apoio da metralhadora, varreriam todos os postos de resistência. A terminar este ataque, a infantaria, que se encontrava perto do quartel, avançaria com as AK em tiro a tiro. Este ataque jogaria com o tiro da artilharia. Como meios de comunicações, os responsáveis dos bigrupos teriam rádios “Boquitoqui” (walkie-talkie), que estavam bons e comunicavam na perfeição. Também se precisou a hora em que os bigrupos estariam em posição.»

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