Operações

Acções de Guerrilha e Contra-Guerrilha

Batida e limpeza

A limpeza de uma zona, realizada por meio de batida e cerco, tinha por finalidade expulsar, aprisionar e aniquilar os guerrilheiros e destruir as suas instalações, meios de vida e de combate.

Na batida, parte da força percorria uma zona à procura do contacto com os guerrilheiros, enquanto outra montava o cerco, impedindo que dela saíssem ou recebessem reforços. Se possível, utilizavam-se forças especiais para as acções de batida e unidades tipo caçadores para o cerco. A batida podia ser conjugada com assaltos a objectivos definidos, efectuados sempre que possível com a utilização de helicópteros, ou até, embora raramente, por lançamento de pára-quedistas.

O cerco, por sua vez, podia ser conjugado com emboscadas e com o patrulhamento apeado ou motorizado, neste caso com o recurso a unidades de reconhecimento, quando elas existiam. Quer a batida quer o cerco podiam ser apoiados, ou a sua acção reforçada, pelo emprego da artilharia ou pela aviação.

As operações de limpeza de uma área constituíam, por vezes, acções tácticas de envergadura, com o emprego de unidades de vários tipos, incluindo as unidades a cavalo, particularmente eficazes no Leste de Angola e, em regra, realizavam-se sazonalmente – quase sempre nas épocas secas.

Caso particular deste tipo de operações era a limpeza de uma povoação, que se executava quando se dispunha de informações que indicavam a presença de guerrilheiros em dada localidade, tendo por finalidade capturá-los ou aniquilá-los, apreender ou destruir o seu material e intimidar populações, de modo a evitar que estas apoiassem muito activamente a guerrilha ou reagissem contra as forças portuguesas.

De modo geral, a operação consistia no estabelecimento de um cerco e de actuação no interior da povoação, revestindo-se quase sempre de grande delicadeza pelo facto de se poderem encontrar elementos da população misturados com combatentes. Não era fácil distinguir uns dos outros e, depois de desencadeada uma acção de fogo, era difícil manter o controlo da situação. A luta no interior da povoação apresentava também grandes riscos para os atacantes, que podiam ser surpreendidos, isolados e atacados a cada esquina. As operações de limpeza provocaram, por vezes, situações dramáticas, como as de Wyriamu.

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