Operações

Comunicações Terrestres - Abertura de Itinerários

Destino: Omar

Esta operação de abertura de itinerários foi realizada por uma unidade de comandos e destinou-se a reabastecer e a reforçar a guarnição de Omar, no Norte de Moçambique, junto à fronteira com a Tanzânia.

Omar era um aquartelamento português instalado em local onde anteriormente apenas existira uma pequena povoação de macondes e a sua criação integrou-se no dispositivo montado para a Operação Fronteira, que pretendia, na sequência da Operação Nó Górdio, isolar o Planalto dos Macondes da Tanzânia, de modo a não permitir o trânsito de guerrilheiros a partir das suas bases, no exterior, para o centro do planalto, onde se encontrava o núcleo das suas grandes bases militares, a Moçambique, a Gungunhana e a Nampula. Para tal, foi gizado um plano de instalação de pontos fortes paralelos ao rio Rovuma, aproveitando alguns aquartelamentos já existentes, como Nangade e Pundanhar, e criando outros de raiz, como foi o caso de Omar e de Tartibo.

O acesso a Omar era feito a partir de Mueda, por picada de terra batida, aberta em zona de savana, onde se registava grande actividade militar da Frelimo, e a sua guarnição teve grandes dificuldades de defesa e de sobrevivência, estando sujeita a ataques frequentes dos guerrilheiros que se encontravam do lado de lá da fronteira e que continuavam a passar o rio Rovuma e a dirigir-se à base Beira.

O reabastecimento e reforço de Omar foram sempre muito problemáticos, e as actividades logísticas para manter esta guarnição naquele local consumiram energias e provocaram baixas sem conseguirem diminuir significativamente as acções dos guerrilheiros. Atingir Omar com uma coluna era, por si só, um feito.

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