Operações

Operação Viriato

Situação

Entre as regiões sublevadas no Norte de Angola na sequência dos acontecimentos de 15 de Março de 1961, a UPA elegeu Nambuangongo para instalar a sua maior central.

O comando militar português analisava a situação do seguinte modo: «A estabilidade do domínio da UPA naquela região era pelos nossos inimigos julgada tão forte e sólida que dela se permitiam não só irradiar acções de vulto, ameaçando as áreas próximas de Luanda, como era manifesto o intento de alargar a devastação para as margens dos rios Bengo e Cuanza.

Impunha-se, pois, atacar o inimigo no seu covil e destruir a organização em que se apoiavam os fortes bandos terroristas que haviam tomado o domínio daquela importante região, julgada inacessível às nossas tropas (NT) por virtude da orografia e densidade das matas que a cobriam». 

= Missão
O Comando do Sector 3 recebeu a missão de:

– Reduzir os bandos rebeldes e interditar a sua passagem para sul e para este, tendo especial atenção à área de Nambuangongo-Quipedro;
– Manter a posse das principais regiões ou centros;
– Assegurar a liberdade de movimentos, em especial nos eixos Caxito-Úcua-Quitexe, Caxito-Nambuangongo e Ambriz-Nambuangongo-Quitexe;
– Reagrupar, proteger e orientar a instalação das populações;
– Exercer acção psicosocial.

= Conceito de operação
Assegurar a posse das passagens sobre o rio Lifune, em Anapasso e os rios Dange e Luica, a norte de Quibaxe, e progredir segundo dois eixos:

– Caxito-Nambuangongo e Ponte do Dange
– Muxaluando-Nambuangongo.

Esta operação recebeu o nome de Viriato para indicativo de código.

= Início em 10 de Julho de 1961
A Operação Viriato desenrolou-se através da progressão de três unidades:

– dois batalhões de Caçadores e um esquadrão de Cavalaria, por três eixos de ataque convergentes sobre o objectivo, Nambuangongo.

As unidades de infantaria e cavalaria foram apoiados por meios de artilharia, engenharia e pela Força Aérea, numa manobra convencional, embora em ambiente de guerra de guerrilha.

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