Capelães militares

Luís Salgado de Matos

Os capelães militares constituíram um abcesso de fixação dos opositores católicos à guerra, pois simbolizavam a aliança do trono e do altar, o apogeu do catolicismo constantiniano que o Concílio do Vaticano II viera ultrapassar.
O facto de o seu sacerdócio ser remunerado pelo Estado distinguia-os do resto do clero e criara-lhes um ambiente eclesial que, à partida, estava longe de ser dos melhores.
Padres fardados de oficial eram também uma experiência surpreendente e, para muitos, aberrante.
Alguns capelães militares, sobretudo no começo da guerra, proferiram declarações patrioteiras e belicistas, cujo carácter mais político do que religioso haveria de ser sublinhado.
As suas actividades concentraram-se no apoio moral e religioso às tropas portuguesas, sendo esporádicos os contactos que tiveram com a população africana. Tinham, aliás, pouca ocasião para isso, pois as missões eram deliberadamente construídas longe de centros urbanos ou de aquartelamentos, para evitar os maus exemplos de colonos e soldados.
O que os capelães viram na guerra, impressionou muitos – entre os quais o já referido padre Mário de Oliveira, capelão na Guiné – e trouxeram a mensagem para as estruturas eclesiais da então metrópole.

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