1965 - Continuar a guerra

1965 - Continuar a guerra

Os Acontecimentos

  • 09
      07/1965

    09/07/1965 - 

    A “Rádio Ghana” anunciou que ainda neste mês de Julho se publicaria em Acra o jornal Preludia em português, que iria ficar ao serviço dos movimentos emancipalistas. O jornal começou a ser publicado a 20 do mesmo mês.

  • 10
      07/1965

    10/07/1965 - 

    Início da reunião do Congresso Mundial da Paz em Helsínquia, que aprova uma proposta para a realização de uma semana de solidariedade com os combatentes da liberdade das colónias portuguesas.

  • 18
      07/1965

    18/07/1965 - 

    Reunião da Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas (CONCP) em Dar es Salam.

  • 23
      07/1965

    23/07/1965 - 

    Visita de uma missão militar da OUA às regiões controladas pelo PAIGC.

    Uma comissão da OUA constituída por 10 delegados militares (Camarões, Mauritânia e Serra Leoa) partiu de Conacri a fim de visitar as instalações militares do PAIGC no interior da Guiné.

    A missão foi acompanhada por Luís Cabral e tinha por finalidade avaliar a capacidade militar do PAIGC, comparando-a com a da FLING.

  • 25
      07/1965

    25/07/1965 - 

    Eleição de Américo Tomás como presidente da República por um colégio eleitoral, em que, apesar do controlo do regime, ainda se registaram 13 votos nulos.

  • 31
      07/1965

    31/07/1965 - 

    Referenciada a utilização de um rádio emissor/receptor pelo PAIGC, na sua base de Simbeli (Guiné-Conacri), a partir do qual emitia em fonia e grafia diariamente.

  • 08
      1965

    08/1965 - 

    Nomeação do brigadeiro Francisco da Costa Gomes para o cargo de 2º comandante da Região Militar de Moçambique.

    Costa Gomes tinha sido exonerado do cargo de subsecretário de Estado do Exército em 1961, na sequência do golpe Botelho Moniz e da reestruturação do Governo que Salazar fez após neutralizar o golpe. Após a sua saída do Governo, Costa Gomes foi afastado de funções de relevo e colocado em Beja, no Distrito de Recrutamento. Depois, em 1962, comandou o Regimento de Lanceiros 1, em Elvas.

    Frequentou em 1962 o Curso de Altos Comandos no Instituto de Altos Estudos Militares, em Pedrouços, onde também foi professor. Foi promovido a brigadeiro em 1964. Tendo sido responsável, com Almeida Fernandes, pela reorganização do Exército a partir de 1958, o que lhe deu as bases para enfrentar as novas ameaças que se adivinhavam vir de África, sendo da sua iniciativa a criação do Centro de Operações Especiais de Lamego, a primeira escola de guerra de contraguerrilha e anti-subversão portuguesa, sendo ainda por sua intervenção que foram enviados oficiais portugueses à Argélia em missão de observação junto do Exército Francês, Costa Gomes iria ter agora a oportunidade de passar à prática os seus conceitos.

  • 08
      1965

    08/1965 - 

    Dissolução, pelo Governo-Geral, do Centro Associativo dos Negros de Moçambique por se considerar que a associação perturbava a “ordem política e social”.

  • 08
      1965

    08/1965 - 

    Apelo a favor dos intelectuais presos em Moçambique, feito pela Associação Internacional para a Amnistia, em Londres.

  • 02
      08/1965

    02/08/1965 - 

    Carta do chanceler alemão Ludwig Erhard a Salazar sobre a utilização dos aviões alemães fornecidos a Portugal.

    Em Fevereiro de 1965, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha Ocidental tinha informado o Governo português de que só venderia 65 aviões militares F-86 de origem canadiana a Portugal, na condição de eles serem exclusivamente utilizados na área NATO.

    Esta foi uma fórmula para evitar a venda e salvar a face de todos os intervenientes, Canadá, Alemanha e Portugal, pois todos sabiam que os aviões de destinavam a operar em África.

    A recusa da Alemanha deu-se depois da intervenção dos Estados Unidos, mas, impedida de cumprir o contrato escrito celebrado com Portugal para fornecimento de aviões F-86, pelo embargo dos EUA, a Alemanha adquiriu em Itália uma partida de aviões de combate Fiat G91 e forneceu-os a preço inferior ao ajustado para os F-86 em segunda mão. Forneceu ainda, a troco do uso da base de Beja e de facilidade de treino em Santa Margarida, três milhões de dólares em assistência militar, com a reserva, apenas formal, de que o material não seria utilizado em
    África. Os Fiat sempre foram utilizados em África, assim como as viaturas Unimog da Mercedes. A carta de Ludwig Erhard explicitava que as armas e aparelhos que a RFA vendesse ou cedesse a Portugal no âmbito do acordo de 16 de Janeiro de 1960 seriam utilizados unicamente em Portugal para fins de defesa no quadro do Tratado do Atlântico Norte.

    O chanceler esperava que estes termos em que agora assentava a cooperação luso-alemã testemunhassem a “importância que o Governo alemão dedicava à colaboração com Portugal”. No entanto, Erhard realçava as cada vez maiores dificuldades em tomar atitudes que pudessem ser interpretadas como favoráveis a Portugal, porque poderiam “ter consequências nefastas” para a política alemã, nomeadamente para o desejo de reunificação do povo alemão. O que o chanceler alemão queria dizer era que o Governo federal teria de ser “mais cauteloso na forma de apoiar o Governo de Lisboa”.

    De acordo com Franco Nogueira, a República Federal optou por solucionar a questão da maneira “mais fidalga e benéfica”, pois cedeu ao Governo português 40 aviões Fiat G-91, “inteiramente novos, por preço inferior ao ajustado” para os F-86 Sabre. Estes Fiat G-91 chegaram a Portugal no início de 1966 e em Junho desse ano foram colocados na Base Aérea n.º 12, em Bissalanca, na Guiné.

  • 04
      08/1965

    04/08/1965 - 

    Ataque do PAIGC ao quartel de Canjambari durante mais de duas horas, com morteiros, metralhadoras, lança-granadas foguete e armas automáticas. A 6 os guerrilheiros atacaram Cabedu durante uma hora, com morteiros de 82mm, causando um morto e destruindo a tabanca.

  • 16
      08/1965

    16/08/1965 - 

    Corte de relações diplomáticas e comerciais do Congo Brazzaville com Portugal, com interdição de voo e aterragem de aviões e o trânsito de navios portugueses.

    As interdições de sobrevoo mesmo para os aviões comerciais de quase todos os países africanos obrigaram a TAP a alterar as suas, que passaram a bordejar a costa de África, tornando-se mais longas.

  • 20
      08/1965

    20/08/1965 - 

    A Rádio Brazzaville anuncia que a comissão militar da OUA encarregada de estudar a representatividade do PAIGC e da FLING terminara os seus trabalhos, tendo conseguido visitar áreas dominadas pelo PAIGC, mas não as que a FLING afirmava
    controlar. A comissão chegou a Conacri em 23 Julho.

  • 31
      08/1965

    31/08/1965 - 

    Decreto-Lei n.º 46.508 determinando que os contratos dos sargentos, em tempo de
    guerra ou “sempre que situações anormais imponham um aumento apreciável do número de militares presentes nas fileiras”, passam a ser renovados automaticamente.

    Ainda e sempre a questão da escassez de quadros profissionais. Do antecedente, os sargentos do QP não tinham um vínculo vitalício à função pública. A sua manutenção nas fileiras era feita através de contratos, por períodos de três anos, renováveis por mútuo interesse. Com a nova legislação, abandonava-se o sistema do contrato a termo certo – tão vantajoso para o Estado, em tempo de paz –, para legalizar uma fórmula que implicava a manutenção dos sargentos nas fileiras, independentemente da vontade do próprio militar.

  • 09
      1965

    09/1965 - 

    Nomeação do general Moura dos Santos para o cargo de comandante da RMM, em substituição do general Carrasco.

    Moura dos Santos, que fora mobilizado para Moçambique como 2º comandante da Região Militar, assumiu o cargo de comandante das forças do Exército, após ser promovido a general. Para o seu lugar de 2º comandante seguiria Costa Gomes, entretanto promovido a brigadeiro depois dos anos de afastamento a que Salazar o sujeitara na sequência do golpe de Botelho Moniz.

  • 03
      09/1965

    03/09/1965 - 

    Encerramento, pela PIDE, da Casa dos Estudantes do Império em Lisboa.

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