22/07/1963 -

Crítica de Mário de Andrade à formação da Frente Democrática de Libertação de Angola (FDLA), constituída pelo MPLA e por outros pequenos partidos.

Mário de Andrade

Mário de Andrade nasceu a 21 de Agosto de 1928 no Ngolungo Alto, Angola. Em 1948 veio para Portugal para se matricular no curso de Filologia Clássica da Faculdade de Letras de Lisboa.

Instalou-se na Casa dos Estudantes do Império, juntamente com Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Francisco José Tenreiro e Alda Espírito Santo, e com eles promoveu actividades culturais visando a redescoberta de África.

Foi viver para Paris em 1954, sendo responsável pela organização do I Congresso de Escritores e Artistas Negros.

Formou-se em Sociologia, na Sorbonne.

Em 1960, com a prisão de Agostinho Neto pela PIDE, assumiu a presidência do recém-fundado Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

Em 1961, como presidente e Viriato da Cruz como secretário-geral, transferiram a direcção do MPLA de Luanda para Conacri e, após a independência do Congo Belga, transferiram-se para Leopoldville.

Em 1962, no Congresso de Leopoldville de 1 de Dezembro, entregou a presidência do MPLA a Agostinho Neto, que acabara de fugir de Portugal. Aceitou nessa altura a vice-presidência, mas irá afastar-se do MPLA, passando a coordenar, juntamente com Aquino de Bragança, a Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas (CONCP).

Em 1974, com o seu irmão Joaquim de Andrade, fundou a “Revolta Activa”, corrente que se opunha à liderança de Agostinho Neto no MPLA, exigindo a democratização do regime.

Após a independência, os irmãos Pinto de Andrade e outros militantes foram perseguidos e tiveram que abandonar o país. Ele exilou-se na Guiné-Bissau e depois do golpe de “Nino” Vieira, deslocou-se para Cabo Verde.

Nos anos 80 colaborou na “História Geral da África”. Morreu em Londres a 26 de Agosto de 1990.