08/1963 -

Reconhecimento do GRAE de Holden Roberto como única organização legítima que combatia pela autodeterminação de Angola, pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos países da OUA, reunidos em Dacar, no Senegal.

O Comité de Libertação Africana da OUA tinha realizado uma série de reuniões com os vários grupos angolanos, na sequência dos quais recomendou aos ministros da OUA reunidos em Dacar, em Agosto, que o “Governo no exílio” (GRAE) da FNLA fosse reconhecido como a única organização legítima que combatia pela autodeterminação de Angola.

Os ministros da OUA seguiram essa recomendação e pouco tempo depois o MPLA encontrava-se dividido, abandonado e isolado em Leopoldville, uma capital hostil, de onde acabou por ser expulso sem cerimónia em Novembro de 1963.

Foi uma decisão unânime do comité, no sentido de recomendar o apoio exclusivo da OUA à FNLA, dada a sua força militar superior e a sua liderança da luta anticolonial africana. Através desta decisão, os apoios financeiros internacionais disponibilizados no quadro da OUA foram concentrados e canalizados para a FNLA, tendo sido solicitado aos membros da

OUA que não apoiassem qualquer outro movimento angolano. Através deste golpe, certamente rude mas na altura visto como necessário para o efeito, a OUA contava acabar com a rivalidade entre os nacionalistas angolanos e focar os esforços na luta prioritária contra o colonialismo. Mas para o MPLA acabou por ser uma medida devastadora que o levou muito próximo da extinção.