Relatório do Comando Militar de Angola sobre a formação dos oficiais milicianos.
Em Outubro de 1962 o Comando Militar de Angola fez uma apreciação sobre o desempenho dos oficiais do quadro de complemento – os milicianos – e a sua formação.
Choque nervoso, angústia e sensação de medo
Nesse relatório constatava-se que se tem “notado nos últimos tempos o aparecimento nas unidades de uma percentagem de oficiais subalternos com um choque nervoso que lhes provoca um
estado de sensação de angústia e de medo que pode ter reflexos perigosos no moral das tropas, pelos efeitos contagiantes… … é preciso que os quadros subalternos mantenham um estado
psíquico estável e um sistema nervoso forte…”.
Alterar as condições de recrutamento – “Não é necessário possuir o 7º ano” …
Uma das medidas propostas para evitar tal situação foi a alteração das condições de recrutamento dos subalternos. Dentro dos princípios atrás alinhados, o Comando Militar de Angola propunha:
– Que deixassem de ser feitos oficiais milicianos para servirem nas unidades de linha, os indivíduos que não possuíssem grande resistência física nem virtudes militares essenciais de chefia;
– Que, caso não se encontrassem, na massa do COM, indivíduos com estas características, deveriam ser escolhidos indistintamente dos Cursos de Oficiais Milicianos e de Sargentos Milicianos, pois, objectivamente, “não se crê necessário possuir-se o 7º ano”.
[Relatório Periódico, nº 17 do QG/RMA]