Nomeação do comandante Vasco Rodrigues como governador-geral da Guiné.
Vasco Rodrigues sucedeu a Peixoto Correia, outro oficial da Marinha, que seria ministro do Ultramar.
A nomeação de Vasco Rodrigues para o cargo é mais um exemplo da forma displicente como Salazar tratava os assuntos africanos.
Em Maio de 1963 era não só previsível mas certo o início da luta armada na Guiné. O Governo e Salazar conheciam em pormenor as actividades de Amílcar Cabral no estrangeiro, tinham recebido dele várias cartas a solicitar a abertura de negociações, sabiam da existência de guerrilheiros em treino na Argélia, mas, apesar de saber tudo isso e de ter reforçado o dispositivo militar na Guiné, Salazar nomeou um oficial da Armada para governador e um brigadeiro do Exército para comandante-chefe, criando condições para um conflito de competências entre a condução da guerra e a administração virtuosa das populações, que era a primeira condição para ela ter alguma possibilidade de êxito.
O conflito entre o governador e o comandante militar ocorreu mal começaram as acções violentas e levou à substituição dos dois governantes. Foram ambos rendidos por Arnaldo Schultz, que acumulou os dois cargos.