Colisão de dois aviões sobre a região de Catió, no Sul da Guiné, tendo um dos pilotos morrido e o outro conseguido aterrar de emergência numa bolanha junto a Tombali. O piloto sobrevivente – sargento Lobato – foi capturado por guerrilheiros do PAIGC e levado para Conacri, onde passou largos anos preso até ser libertado durante a Operação Mar Verde em 1970. Foi o único piloto da Força Aérea feito prisioneiro.
Um caso de ética militar e uma questão política
Passado algum tempo de prisão em Conacri, em situações dificílimas, o PAIGC propôs a Lobato que assinasse uma declaração em que se comprometia a não continuar a combater a troco de ser liberto.
Lobato recusou e declarou que a sua primeira atitude depois de liberto seria apresentar-se às autoridades militares portuguesas.
Este dilema com que o piloto português se viu confrontado chegou às mais altas autoridades portuguesas.
Franco Nogueira propôs que Lobato fosse condecorado com uma das mais altas distinções portuguesas, mas essa condecoração poderia ser o pretexto para Lobato sofrer retaliações.