1964 - Três teatros de operações

1964 - Três teatros de operações

Os Acontecimentos

  • 13
      04/1964

    13/04/1964 - 

    O Directório da Acção Democrata-Social (Azevedo Gomes, Cunha Leal, Raul Rego) preconizou uma solução política para o “problema ultramarino”, baseada na autodeterminação democrática.

  • 22
      04/1964

    22/04/1964 - 

    Constituição da Acção Socialista Portuguesa (ASP), em Genebra, Suíça, contando-se Mário Soares entre os fundadores.

  • 24
      04/1964

    24/04/1964 - 

    Criação do imposto para a defesa e valorização do ultramar (DL 44.996), só regulamentado em Julho de 1966.

  • 26
      04/1964

    26/04/1964 - 

    Independência da Tanzânia, resultante da união do Tanganica e de Zanzibar.

    Foi na Tanzânia e sob os auspícios do seu presidente que a FRELIMO nasceu oficialmente e que teve as bases de apoio que lhe permitiram fazer a guerra. Nyerere autorizou os guerrilheiros a instalarem bases no país e foi através dos portos tanzanianos de Dar es Salam e Mtwara que receberam o auxílio em armas e equipamentos para fazerem a guerra. Naswingwea foi a grande base de instrução e de comando da FRELIMO.

  • 29
      04/1964

    29/04/1964 - 

    Memorando do secretário de Estado Adjunto para os Assuntos Africanos, Mennen Williams, sobre os territórios africanos de Portugal

    Neste memorando, Mennen Wiliams analisou as acções conduzidas pelo Governo português contra os movimentos nacionalistas afirmando que elas conduziram a um beco sem saída e reconhecendo que a ameaça dos movimentos rebeldes, os esforços dos EUA junto de Salazar e as de outros aliados da NATO produziram muito fracos resultados junto dos portugueses, enquanto a actividade da guerrilha também não alcançou sucessos notáveis.

    Entretanto, como resultado da política de Salazar, os nacionalistas tornavam-se mais radicais e pró-comunistas. Assim, o problema mais importante para os EUA era prevenir que os movimentos nacionalistas empenhassem o seu futuro com o bloco comunista e chegassem a uma fase em que deixariam de estar disponíveis para negociar um acordo moderado e evolutivo com Portugal. Este era o interesse dos Estados Unidos.

  • 05
      1964

    05/1964 - 

    Luta no interior do GRAE entre Holden Roberto e uma facção chefiada por Jonas Savimbi, ministro dos Negócios Estrangeiros.

    Tinha sido Jomo Kenyatta, do Quénia, quem convenceu Savimbi a juntar-se a Holden Roberto e à UPA-FNLA, de que começará por ser o secretário-geral e depois ministro dos Negócios Estrangeiros quando o GRAE foi criado.

    As divergências entre Savimbi e Holden Roberto começaram a ser visíveis durante o processo de formação da OUA, quando Savimbi foi nomeado para o Comité dos Movimentos de Libertação, em 1963, o que provocou desconfianças e invejas em Holden Roberto. Acresce que Savimbi e Holden Roberto representavam duas tendências dentro da FNLA – uma “francófona”, de Holden Roberto, e outra “lusófona”, de Jonas Savimbi, e que Savimbi passou a concentrar o apoio dos quadros mais jovens, que lhe apreciavam o dinamismo, que colidia com a passividade de Holden Roberto, cercado de quadros “francófonos” instalados em Kinshasa, num “habitat” familiar que não queriam abandonar, como propunha Savimbi, para se instalarem no interior de Angola e aí combaterem.

    Savimbi criticava a ineficácia militar da FNLA, mas as divergências entre os dois homens tinham também motivos étnicos, pois a FNLA era dominada por bacongos, enquanto Savimbi era ovimbundu.

  • 05
      1964

    05/1964 - 

    Assinatura de um tratado entre o Governo português e a Krupp para exploração dos jazigos de ferro de Cassinga, Angola.

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