1966 - Construir um bastião branco na África Austral

1966 - Construir um bastião branco na África Austral

Os Acontecimentos

  • 18
      07/1966

    18/07/1966 - 

    Declaração da África do Sul de que continuará a controlar a Namíbia (Sudoeste Africano), apesar de uma decisão do Tribunal Internacional de Justiça determinar a ilegalidade da ocupação.

     

     

  • 19
      07/1966

    19/07/1966 - 

    Forças militares rodesianas em Moçambique – Operação Pagoda II.

    A Operação Pagoda II é a primeira acção referenciada de forças rodesianas a actuarem no interior do território de Moçambique.

    A operação foi realizada por um grupo de militares rodesianos helitransportados em perseguição a um grupo de 11 guerrilheiros da ZAPU, que atravessaram o rio Zambeze em Kanyemba. Os helicópteros perseguiram-nos em território moçambicano, onde aterraram. Dez guerrilheiros foram capturados e um escapou.

     

  • 19
      07/1966

    19/07/1966 - 

    Reunião em Lisboa para preparar o derrube de Mobutu.

    Uma reunião preparatória para derrubar Mobutu realizou-se em Lisboa, na sede da PIDE, com representantes da África do Sul e de Tchombé. Em Lisboa encontravam-se cem mercenários que deveriam ser recolhidos por um avião vindo da Bélgica e que seguiria para Luanda. Era mais uma acção em que o Governo português se envolvia, juntamente com a África do Sul e a Bélgica para promover a separação do Catanga.

  • 23
      07/1966

    23/07/1966 - 

    Motim de mercenários e de ex-gendarmes catangueses no Congo-Kinshasa.

    Os mercenários que Mobutu e Tchombé, então respectivamente presidente e primeiro-ministro do Congo, tinham, cada um por si, contratado para pôr fim à chamada guerra dos Simba, os guerrilheiros fanatizados e drogados que ameaçaram o poder de Mobutu, revoltaram-se quando foram desmobilizados. Mobutu mandou os mercenários comandados por Bob Denard desarmar os mercenários do belga Schramme e do irlandês Mike Hoare. Os mercenários entenderam-se entre si para dividirem o espólio, em prejuízo dos gendarmes, que reclamaram a tiro.

    Estes são mais alguns dos episódios da secessão do Catanga e da luta de interesses que se movia através destas figuras de ocasião, para as grandes companhias continuarem a explorar as riquezas do território.

  • 23
      07/1966

    23/07/1966 - 

    Queixa da Zâmbia ao embaixador dos Estados Unidos em Lusaca sobre um incidente na fronteira com Angola onde surgiram restos de bombas e munições da NATO utilizadas pelos militares portugueses.

  • 08
      1966

    08/1966 - 

    Aumento dos impostos decretado pelo Governo português entre 7 e 27% para fazer face às despesas militares.

  • 06
      08/1966

    06/08/1966 - 

    Inauguração da ponte sobre o Tejo que receberá o nome de Ponte Salazar.

  • 22
      08/1966

    22/08/1966 - 

    Anúncio da construção de um ramal da linha Nacala-Nampula-Nova Freixo, para o Malawi.

    Este ramal permitia ao Malawi a ligação ao mar e garantia por parte do Governo português o controlo daquele país, evitando, oulimitando, o seu apoio à FRELIMO. Mais tarde, em 1967, seria estabelecido com o Malawi um acordo para venda de energia eléctrica da barragem de Cahora Bassa.

  • 27
      08/1966

    27/08/1966 - 

    Reunião da CONCP em Brazzaville com a presença de Agostinho Neto, Amílcar Cabral e Marcelino dos Santos.

    A reunião correspondeu à segunda sessão ordinária da direcção da CONCP (Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas) e decorreu de 27 a 31 de Agosto em Brazzaville.

    Participaram Agostinho Neto, do MPLA, Amílcar Cabral, do PAIGC, Marcelino dos Santos, secretário das relações exteriores da FRELIMO, Tomás de Medeiros, do MLSTP, Mário de Andrade, antigo presidente do MPLA, e Amália Fonseca, do secretariado da CONCP e da Comissão Central do PAIGC.

    Os principais assuntos foram:

    • A solidariedade activa do Congo-Brazzaville

    • A luta armada em África

    • O complexo da derrota doEstado-Maior português em face aos progressos da rebelião

    • A censura a certos países africanos que recusam apoiar a acção dos combatentes da liberdade

    • A condenação dos países da NATO, principalmente os EUA e a RFA

    • A solidariedade activa dos quatro partidos: MPLA, FRELIMO, PAIGC e MLSTP.

    Os membros da CONCP foram tratados como membros de Governo e foram recebidos pelas embaixadas de China, URSS, Coreia, Vietname, Cuba, Argélia e República Árabe Unida.

    A CONCP conseguiu os seguintes apoios:

    • De Cuba – um novo contingente de instrutores cubanos, uns para o campo de Loubomo (Congo-Brazzaville) e outros para um campo na Guiné-Conacri. Previa-se que 1200 voluntários cubanos pudessem ser distribuídos pelos campos de instrução. Material de guerra ligeiro, medicamentos e bolsas de estudo.

    • Da China – uma ajuda de 45 milhões de francos CFA, instrutores militares e material de guerra semipesado: morteiros, metralhadoras e lança-granadas foguete.

    • Da República Popular do Congo – a cedência do campo militar de Loubomo para treino de guerrilheiros do MPLA e da FRELIMO, assistência médica e armamento ligeiro. Nesta reunião também foi decidido estreitar a colaboração com a FPLN, o movimento dos oposicionistas portuguesas da Argélia, e melhorar a coordenação entre os movimentos de libertação das colónias portuguesas. Amílcar Cabral foi eleito para um mandato como presidente da CONCP.

     

  • 08
      09/1966

    08/09/1966 - 

    Atribuição do 2º prémio do Festival de Veneza para filmes documentários ao filme “Levanta-te Negro” de Piero Nelly, sobre as actividades do PAIGC na Guiné Portuguesa.

    Sobre o PAIGC foram produzidos vários filmes e documentários.

    Alguns dos mais conhecidos são o “Lala Quema”, de Mario Marret, França, “Levanta-te Negro”, “Labanta Negro” em crioulo, de Piero Nell (Itália) e “A Província Perdida”, de uma equipa da Rádio e Televisão Alemã.

  • 09
      09/1966

    09/09/1966 - 

    O primeiro-ministro da África do Sul foi assassinado.

    O primeiro-ministro Hendrick Verwoerd, do New National Party, maioritariamente constituído por boers e o introdutor do regime de apartheid na África do Sul, foi assassinado no Parlamento por um mestiço de nome Demitri Tsafendas.

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