1967 - África para sempre: Cahora Bassa

1967 - África para sempre: Cahora Bassa

Os Acontecimentos

  • 02
      10/1967

    02/10/1967 - 

    Despacho do ministro da Defesa Nacional, Luz Cunha, autorizando a encomenda de 36 000 espingardas G3 à Fábrica Militar de Braço de Prata, na sequência da decisão, já tomada, de armar todas as unidades do Exército com a espingarda G3.

    As armas da guerra

    Ao longo dos anos da guerra o armamento individual e o equipamento dos soldados portugueses e dos guerrilheiros foi evoluindo de modo a adaptar-se às características da guerra e do meio ambiente, embora condicionado a maior parte das vezes pelas oportunidades de fornecimento.

    Mas pretendeu-se sempre dotar o combatente, fosse ele um soldado das forças portuguesas ou um guerrilheiro, de equipamento e armamento que lhe permitisse viver autonomamente numa zona tropical e combater durante um período médio de quatro a seis dias. Basicamente o combatente dispunha de um fato de combate (camuflado ou de caqui), de um equipamento com cinturão, mochila, cartucheiras, porta-carregadores e cantil e de uma arma individual.

    Apesar de terem sido utilizadas outras armas, como a Mauser de repetição no início da guerra, a FN, belga, e a Armalite (caso dos Páraquedistas), a arma individual do soldado português foi a G3. No caso dos guerrilheiros, a sua arma individual mais eficaz foi a espingarda automática Kalashnikov (AK).

    A Kalash era a arma individual adoptada pelos exércitos da URSS, da China e dos países do Pacto de Varsóvia. Foi esta a arma que equipou os movimentos de libertação. Uma arma robusta, leve e com elevado poder de fogo, fiável mesmo nas situações mais extremas e que não tinha equivalente nas armas individuais fabricadas noutros países europeus e americanos.

    Relativamente à G3, a Kalash apresentava as seguintes vantagens: era mais leve (menos 300 gramas), mais curta (menos três cm) e o carregador levava, para um peso total inferior, mais dez cartuchos. Isto é, considerando que um combatente transportava para operações um carregador na arma e quatro nas cartucheiras, um soldado português dispunha de 100 cartuchos enquanto, com menor peso, um guerrilheiro dispunha de 150.

     

    CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

    Espingarda Kalashnikov:

    • Calibre 7,62mm

    • Comprimento 870mm

    • Peso sem carregador 4,8 kg

    • Cadência máxima de tiro 600 t.p.m. (tiros por minuto)

    • Capacidade do carregador 30 cartuchos

    • Alcance prático 400 m

    Espingarda G-3:

    • Calibre 7,62mm

    • Comprimento 1025mm

    • Peso sem carregador 5,025 kg

    • Cadência máxima de tiro 550 t.p.m.

    • Capacidade do carregador 20 cartuchos

    • Alcance prático 400 m

     

     

  • 06
      10/1967

    06/10/1967 - 

    Notícia do jornal alemão Rhenisher Merkur segundo a qual Holden Roberto se propunha abandonar a luta armada e negociar com Portugal uma solução pacífica para Angola.

    Holden Roberto viria a desmentir a notícia, mas as suas declarações devem ser entendidas como uma operação de contra-informação, destinada a testar a reacção do Governo português.

  • 07
      10/1967

    07/10/1967 - 

    Despacho conjunto dos ministros do Ultramar e da Defesa sobre os novos conceitos do combate de contra-subversão em Angola.

Arquivos Históricos

Lugares de Abril

Curso História Contemporânea

Roteiro Didático e Pedagógico

Base Dados Históricos

Site A25A

Centro de Documentação

Arquivo RTP

Cadernos 25 Abril

Filmes e Documentários

Arquivos Históricos

© 2018 – Associação 25 de Abril