1968 - Continuar o regime e o império

1968 - Continuar o regime e o império

Os Acontecimentos

  • 04
      03/1968

    04/03/1968 - 

    Ataque a um posto isolado das forças portuguesas no Norte de Moçambique.

    Um grupo de FRELIMO atacou o Posto de Coveque (Mueda), causando três mortos e cinco feridos entre os militares e quatro mortos e um ferido às milícias e ainda a captura de um morteiro, de um lança-foguetes, uma metralhadora, nove espingardas G-3, 15 espingardas Mauser e dois rádios.

    Os postos de pequenos efectivos eram muito vulneráveis a este tipo de acções e os comandantes militares nos teatros de operações ainda não tinham percebido que a
    guerra subira a um novo patamar que já não se compadecia com a mera ocupação e presença por parte das forças portuguesas.

  • 06
      03/1968

    06/03/1968 - 

    Execução de três rodesianos negros acusados de terrorismo.

    Os três homens foram julgados por serem culpados de um ataque à bomba em 1965. As autoridades rodesianas julgaram-nos em tribunal e condenaram-nos à morte.

    A 3 de Março a Rainha Isabel II, na sua qualidade de chefe da Commonwealth, tinha apoiado o apelo do secretário da Comunidade Britânica no sentido de suspender a execução.

    Ian Smith não atendeu o pedido da rainha e mandou executar a sentença.

    Este acontecimento revela que a Rodésia julgava em tribunal os guerrilheiros acusados de terrorismo e que Ian Smith estava em rota de colisão com as autoridades britânicas.

  • 8/3/1968
      a 11/3/1968

    8/3/1968 a 11/3/1968 - 

    Reinício das acções militares da FRELIMO em Tete.

    Depois das dificuldades iniciais sentidas pela FRELIMO para abrir a frente de Tete em 1964, o movimento desencadeou acções militares nesta zona em 8 e em 11 de Março de 1968. A FRELIMO dispunha agora de apoios na Zâmbia, que lhe permitiam fazer a ligação entre Tete e as bases da retaguarda na Tanzânia. Instalou bases na área de Chofombo, na foz do rio Capoche, um afluente do Zambeze e em Furancungo. A FRELIMO considera o dia 8 de Março de 1968 a data da abertura da frente de Tete. Nesse dia, guerrilheiros comandados por João Moiane, secretário provincial do Departamento de Defesa de Tete, realizaram acções nas zonas de Chimuala e Cassuende, no vale do rio Capoche.

    No entanto, já em Setembro de 1967 guerrilheiros da FRELIMO tinham sido detectados na zona de Macanga e, prevendo o aumento da actividade, o comando militar
    português tinha criado em Novembro de 1967 o Sector F com sede em Tete.

    O programa do Vale do Zambeze – colonos e barragem como barreira ao avanço dos guerrilheiros

    Na realidade, no início de 1968 era já evidente que Tete e o Vale do Zambeze iriam ser o centro da guerra. Em Março, Eduardo Mondlane fez declarações no Comité Especial da ONU, afirmando que a FRELIMO tudo faria para impedir o programa do vale do Zambeze.

    O programa do vale do Zambeze consistia na construção da barragem de Cahora Bassa e na instalação de milhares de colonos brancos ao longo do rio.

    As autoridades portuguesas acreditavam que Cahora Bassa seria uma barreira ao avanço da FRELIMO a partir das suas bases na Zâmbia em direcção à Beira e que o
    desenvolvimento criado a partir da barragem permitiria a instalação de milhares de colonos europeus, alterando por completo a composição racial da população e retirando base de apoio aos guerrilheiros. Numa primeira fase estava prevista a instalação de 80 000 colonos no vale do Zambeze, mas alguns políticos e militares chegaram a avançar o número de um milhão de europeus a colocar na região centro de Moçambique, muitos deles antigos militares que ficariam em Moçambique após as suas comissões.

    Para a FRELIMO, estes programas de instalação de colonos em terras das populações negras, que teriam de ser desalojadas, e a construção da barragem eram excelentes bandeiras para acusarem o colonialismo português e mobilizaram contra Cahora Bassa quer os seus meios militares quer os seus argumentos políticos. Em 1968 teve início a ofensiva militar da FRELIMO em Tete e as autoridades portuguesas estimavam que em 1970 existiam cerca de 1800 guerrilheiros na zona, enquanto uma campanha internacional era desenvolvida contra o financiamento e a participação de empresas ocidentais na construção da barragem, obrigando companhias italianas e suecas a retirarem-se do projecto, que ficou reduzido à vertente de produção de energia eléctrica financiado pela venda de electricidade a baixo custo à África do Sul.

  • 11
      03/1968

    11/03/1968 - 

    Ataque de grande envergadura de guerrilheiros da FRELIMO a uma coluna portuguesa no Norte de Moçambique.

    Um grupo de 150 guerrilheiros emboscou uma coluna de uma companhia de Cavalaria do batalhão com sede em Mocímboa da Praia. Este ataque foi precedido pela detonação de uma mina comandada à distância através de um explosor eléctrico. Causou quatro mortos e sete feridos entre os militares portugueses.

  • 11
      03/1968

    11/03/1968 - 

    Ataque antiaéreo a um avião Dakota, no Norte de Moçambique.

    Os guerrilheiros alvejaram um avião C-47 Dakota que sobrevoava a Base Moçambique (Mueda/Nangololo) atingindo-o num motor. O avião despenhou-se quando tentava aterrar no aeródromo militar de Mueda (AM51), provocando quatro feridos.

    Na mesma acção foi atingido um avião DO-27 que sobrevoava a mesma base em missão de fotografia aérea.

  • 13
      03/1968

    13/03/1968 - 

    Visita de Eduardo Mondlane, presidente da FRELIMO, a Londres.

    Mondlane participou numa conferência dos direitos do homem na África do Sul e presidiu a um seminário na Universidade de Oxford, tendo ainda dado uma entrevista à BBC e feito uma conferência de imprensa na Câmara dos Comuns, o que revelou a importância que as autoridades e a sociedade britânica lhe concederam.

  • 15
      03/1968

    15/03/1968 - 

    Entrega à Cruz Vermelha Senegalesa, pelo PAIGC, de três militares portugueses feitos prisioneiros.

    Dois destes militares estavam presos desde 1965 e outro desde Dezembro de 1967.

    Durante a cerimónia, Amílcar Cabral reafirmou a disposição do PAIGC em parar os combates e a guerra com a condição do reconhecimento do direito à independência da Guiné, por parte de Portugal.

  • 15
      03/1968

    15/03/1968 - 

    Operação Cauldron de forças rodesianas na fronteira de Moçambique.

    Em Janeiro, dois grupos de guerrilheiros entraram na Rodésia, vindos da Zâmbia. Um cruzou a fronteira perto de Kamativi, 60 quilómetros a leste de Wankie, e outro em Makuti, a 40 quilómetros de distância, junto às margens do rio Zambeze.

    No dia 18 de manhã, uma patrulha de 13 militares do 1º Batalhão do Rhodesia Light Infantry (RLI) e membros do Rhodesia African Rifles (RAR) seguiram os trilhos dos guerrilheiros da ZAPU e entraram em contacto. No combate morreram 11 guerrilheiros e um militar rodesiano.

    A operação prosseguiu com o nome de código de Glove quando forças portuguesas foram envolvidas e durante esta fase foi detectado perto de Marangora um outro grupo de guerrilheiros da ZAPU chefiado por Hadebe, mais tarde capturado pelas forças portuguesas que operavam na região.

    O Rhodesia Light Infantery (RLI)

    O RLI correspondia às unidades portuguesas de Comandos e era constituído por militares de serviço militar obrigatório e profissionais. Na última fase da guerra da Rodésia, o RLI era constituído por um quarto a um terço de militares voluntários estrangeiros, recrutados na Grã-Bretanha, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Bélgica, Nova Zelândia e África do Sul. O RLI permaneceu até ao fim da guerra uma unidade totalmente “branca”.

     

  • 18
      03/1968

    18/03/1968 - 

    O MPLA inicia o movimento de expansão da III Região Militar para norte do Caminho-de-Ferro de Benguela, com vista à instalação da futura IV Região Militar. Este movimento foi comandado por Mbassangue, que partiu de Lumeje.

     

  • 23
      03/1968

    23/03/1968 - 

    Guerrilheiros do MPLA atacam cinco vezes o destacamento do Chiume.

    Os ataques começaram pelas 20h30 e cada um teve a duração de cerca de 10 minutos.

    Ainda na noite de 23 para 24, um grupo de 40 elementos do MPLA armados com espingardas automáticas esteve nos sobados de Mufupo e Nhalacundo, na região do
    Lumege, tentando levar as populações a colaborar e ameaçando os sobas que não o fizessem. Este grupo seguiu depois na direcção de Buçaco.

    A 24 foram raptadas mulheres na região de Lutembo e raptados os sobas de Chiriata e de Munhunda. Ainda a 24 um grupo emboscou um movimento logístico na estrada Lutembo-Luevei, causando dois feridos e na noite de 24 para 25 foram incendiadas cubatas no sobado de Sautar, a Sudoeste do Luso. Na noite de 25 para 26 de Março, os guerrilheiros levaram 400 pessoas do sobado de Cafamba, na região do Cuito Canavale.

    A 26 foi cortado o aterro para a passagem do rio Melasi do itinerário Ninda-Chiume e a 27 os guerrilheiros do MPLA emboscaram um grupo de combate da PIDE/Flechas perto de Gago Coutinho. A partir de 27 de Março ocorreram as acções mais violentas até então vividas pelos militares portugueses no Leste de Angola e que chegaram ao combate corpo a corpo.

    Às 14h30 do dia 27 um grupo de 10 elementos armados com espingardas automáticas e granadas de mão defensivas emboscou um grupo de combate que regressava de uma operação na zona de Lumege, causando um morto e um ferido. Uma hora depois outro grupo de guerrilheiros também com 10 elementos atacou o mesmo grupo de combate português, causando-lhe agora dois mortos e cinco feridos, tendo sofrido dois mortos. Pelas 21 horas, um grupo ainda de 10 elementos emboscou uma secção de militares portugueses na mesma zona, causando-lhe três mortos, entre os quais o alferes comandante e um sargento e sete feridos. Este grupo incendiou a viatura militar e chegou a travar luta corpo a corpo com os militares portugueses, sofrendo três mortos. Os analistas militares portugueses concluíram, pelo modo de actuação, que se tratava de elementos do MPLA. Era o início da ofensiva do MPLA no Leste.

    No dia seguinte, 28 de Março, no decorrer da mesma acção, os guerrilheiros emboscaram forças portuguesas causando mais dois mortos, entre eles um alferes. A 29
    emboscaram e detiveram um grupo de combate português, de novo na zona do Lumege, e com tal violência que foi necessário o apoio aéreo de T-6 para permitir a retirada das tropas portuguesas, depois de reunidos os dois grupos que estiveram envolvidos nos combates para o regresso ao Lumege com os seus mortos e com as populações que conseguiram controlar. Ainda a 28, grupos de guerrilheiros do MPLA atacaram o estacionamento de forças portuguesas no lago Dilolo e emboscaram um grupo de combate português no itinerário Sete-Ninda.

     

     

  • 24
      03/1968

    24/03/1968 - 

    Carta de Henrique N’Zita, do Comité Revolucionário de Cabinda (CRC), ao chefe do Estado-Maior do Sector Militar português de Cabinda.

    A 24 de Março, Henrique Tiago N’Zita, secretário-geral do Comité Revolucionário de Cabinda (CRC), enviou uma carta ao chefe de Estado-Maior do Sector Militar
    português de Cabinda pedindo ajuda para conseguir a independência de Cabinda. Para este efeito pedia autorização para instalar no território de Cabinda o seu partido político, e revelava, com grande ingenuidade, que este se ocuparia da “educação das massas populares cabindas” e requeria ao Governo português a marcação de uma data para a concessão da autodeterminação, “primeiro passo para a independência”. O CRC era um dos vários movimentos criados para satisfazer algumas pretensões pessoais e recolher alguns benefícios da exploração do petróleo. Provinha de uma disputa de N’Zita com Alexandre Taty, e não tinha qualquer programa político. Pretendia a saída do MPLA de Cabinda com o argumento de Cabinda não ser Angola.

     

  • 27
      03/1968

    27/03/1968 - 

    Apreensão de um avião da Guiné-Conacri, que aterrou em Bissau, vindo a ser proposta a sua troca por cinco prisioneiros portugueses em posse do PAIGC.

    Tratava-se de um avião Antonov. Um bimotor de asa alta, com capacidade de transporte de seis passageiros e que teve problemas técnicos.

     

  • 28
      03/1968

    28/03/1968 - 

    «Operação Marte», uma característica operação dos Comandos em Moçambique (Niassa).

    A Operação Marte foi um golpe de mão executado por uma companhia de Comandos (4ª Companhia de Comandos) à Base Provincial Gungunhana, no Niassa (Moçambique). Foi uma operação característica do modo de actuar das unidades de Comandos na zona do lago Niassa naquela época.

    Numa operação anterior tinha sido feito prisioneiro o chefe distrital de reconhecimento (Serecos) com uma pasta de documentos. Os documentos e as declarações do prisioneiro permitiram referenciar a localização da Base Gungunhana e saber o dia em que o chefe provincial da FRELIMO, Sebastião Mabote, ali estaria para uma reunião com outros comandantes para discutirem as acções a realizar no Niassa.

    Devido ao valor excepcional da informação, o comandante do Sector A das forças portuguesas em Moçambique decidiu realizar uma operação de assalto e atribuiu
    essa missão à 4ª Companhia de Comandos – Os Gatos – apesar de quatro dos seus cinco oficiais estarem feridos ou convalescentes, incluindo o seu comandante, o
    capitão Horácio Valente, que no entanto se apresentou para comandar os seus homens. A 4ª Companhia de Comandos recebeu o apoio do grupo de milícias do Niassa de Daniel Roxo.

    Neste assalto foram mortos 22 guerrilheiros e capturada grande quantidade de material, entre o qual três metralhadoras antiaéreas, dois RPG-2 e trinta espingardas de vários tipos, o que revela o elevado grau de desenvolvimento da capacidade militar da FRELIMO no Niassa. No regresso dos comandos à sua base em Vila Cabral, a viatura onde seguia o capitão Horácio Valente, seu comandante, rebentou uma mina que lhe causou a morte.

     

     

  • 04
      1968

    04/1968 - 

    Criação dos Centros Conjuntos de Apoio Aéreo (CCAA) entre as forças portuguesas de Angola e as forças sul-africanas.

    No início da guerra, os regimes brancos da África do Sul e da Rodésia prestaram um apoio limitado às forças portuguesas. Esse apoio foi aumentando à medida que estes dois regimes começaram a verificar a incapacidade de Portugal de controlar a situação. Estavam preocupados com o seu futuro no caso de uma derrota de Portugal e a partir de 1968 intensificaram os seus apoios, fornecendo material e até unidades de combate. Em 1968, os sul-africanos começaram por fornecer helicópteros Alouette III para serem operados por pilotos portugueses, mas esse apoio evoluiu rapidamente para o fornecimento de tripulações e finalmente foram destacadas companhias das Forças de Defesa da África do Sul (SADF). Estas unidades terrestres e aéreas operavam em conjunto com forças portuguesas, a partir das bases de Cuíto Cuanavale e Gago Coutinho, onde foram criados Comandos Conjuntos de Apoio Aéreo (CCAA), em Abril de 1968.

    Também existem, em relatórios sul-africanos, referências à tentativa de recrutamento por parte de Portugal de alguns pilotos rodesianos para operarem helicópteros da Força Aérea. Contudo, quando os primeiros helicópteros SA330 Puma chegaram a Angola, foram operados por pilotos portugueses.

     

    A Força Aérea no Leste de Angola

    Em Abril de 1968, com a abertura da Frente Leste, a Força Aérea  começou a operar a partir de Gago Coutinho e Cuíto Cuanavale para apoio às operações do Exército.

    Estes dois aeródromos foram construídos em 1967 e o Cuíto Cuanavale passou a ser a sede de um Destacamento de Cooperação com os militares da África do Sul.

    Luso – o centro de operações no Leste

    O dispositivo e a organização da Força Aérea em Angola acompanharam o evoluir da situação, primeiro com os meios concentrados no Norte, em Luanda e em Negage, depois, a partir de 1968, no Leste, primeiro em Henrique Carvalho, que foi perdendo influência para o Luso. O Luso transformou-se no verdadeiro centro operacional da Força Aérea no Leste. Foi no Leste que ocorreram as duas formas de actuação mais significativas do emprego da Força Aérea em Angola.

    Operações de salto de rã

    O emprego dos helicópteros Puma permitiu aos Pára-quedistas ensaiarem as operações de “salto de rã”, ou de “gafanhoto”, conjugando forças helitransportadas
    e pisteiros de combate para perseguir ou emboscar guerrilheiros no seu trânsito entre as bases e os seus objectivos.

    A cooperação com os “Primos”

    Neste período iniciou-se a actuação conjunta com os meios aéreos da África do Sul, designados em código por “Primos”, nos Destacamentos de Cooperação do Cuíto-Cuanavale e de Gago Coutinho.

    Unidades da Força Aérea no Leste

    Aeródromo Base 4 – Henrique Carvalho

    Esquadra 402, Reconhecimento e Apoio de Fogo Ligeiro

    Esquadra 403, Transporte Aeródromos de Manobra:

    • AM 41 – Portugália

    • AM 42 – Camaxilo

    • AM 43 – Cazombo

    • AM 44 – Luso

    Esquadra de Helicópteros 401

    Destacamentos de Cooperação:

    • Luso

    • Gago Coutinho

    • Cuíto-Cuanavale

     

  • 01
      04/1968

    01/04/1968 - 

    Proibição, pela PIDE, da realização em Luanda dos I Colóquios Sociais de Angola.

  • 04
      04/1968

    04/04/1968 - 

    Directiva do Comando Militar de Angola sobre a organização e funcionamento dos campos de refugiados catangueses, definindo a sua missão, com vista à sua utilização em acções de contraguerrilha, passando a designar-se por “Fiéis”.

    Depois de considerados refugiados, os ex-gendarmes foram aproveitados como combatentes com a finalidade de os ocupar e de aproveitar as suas capacidades militares. Constituíram uma das muitas forças auxiliares e irregulares que foram criadas em Angola e nos outros três teatros de operações. Estes foram designados e ficaram conhecidos como Fiéis.

    Os Fiéis catangueses

    Os Fiéis participavam em operações na zona da fronteira e foram mais uma força de reforço na zona de concessão da Diamang, contribuindo para melhorar a segurança na área da concessão diamantífera.

  • 06
      04/1968

    06/04/1968 - 

    Criação da Área Militar nº 1 (AM1), em Angola, entre os distritos do Zaire e do Uíge, com sede em Santa Eulália, abrangendo a zona dos Dembos.

  • 11
      04/1968

    11/04/1968 - 

    Ataque do PAIGC ao Posto de Cantacunda causa 11 desaparecidos entre os militares portugueses.

    O PAIGC atacou o destacamento de Cantacunda, sector de Canjambari (Geba), no Leste, causando um morto e 11 desaparecidos entre os militares portugueses e dois mortos e vários desaparecidos entre a população. Este tipo de ataques contra destacamentos de pequenos efectivos revelava-se cada vez mais rentável para os guerrilheiros. Os comandos militares portugueses demoraram algum tempo a perceber que a guerra tinha passado a um patamar superior e que estes pequenos postos guarnecidos por uma secção ou por um pelotão eram incapazes de garantir a sua defesa.

    Os militares portugueses pertenciam à Companhia de Artilharia 1690.

    Esta operação do PAIGC foi comandada pelo comandante Gazela. Os militares portugueses foram levados para Conacri. Cantacunda era um dos destacamentos da Companhia de Artilharia 1690, que tinha a sede na tabanca de Geba, na zona do Oio e que se dispersava por vários outros destacamentos, entre os quais Sinchã Jobel e Samba Culo.

    O destacamento de Cantacunda caracterizava-se pelas péssimas condições das instalações do pessoal e pelos deficientes meios e condições de defesa. Ficava a cerca de 50 quilómetros da sede da companhia. Sem luz eléctrica, não dispunha de um simples gerador, estava junto à floresta, perto da base de Samba Culo, do PAIGC e como armamento dispunha de umas ultrapassadas metralhadoras Dreyse e Breda, morteiros de 81mm e 60mm. Os abrigos eram uns buracos de difícil acesso e sem condições interiores. O efectivo era de um pelotão, normalmente, embora no dia deste ataque apenas lá estivessem duas secções de atiradores.

     

  • 14
      04/1968

    14/04/1968 - 

    Ataque a Caripande, na zona do Cazombo, no Leste de Angola.

    Um grupo de guerrilheiros do MPLA atacou o aquartelamento de Caripande durante mais de meia hora, causando um morto e um ferido.

    Na reacção ao ataque morreu o comandante do MPLA José Mendes de Carvalho (Henda), que era sobrinho de Agostinho Neto. Esta acção estava enquadrada dentro da manobra geral do MPLA sob o lema “Generalização da luta armada a todo o território” que tinha sido lançada pelo Comité Central.

    O assalto começou ao fim do dia, pelas 17 horas, e Hoji Ya Henda foi atingido por um tiro quando dava ordem de avançar aos seus homens.

    Depois da independência de Angola será considerado herói da libertação e o dia da sua morte consagrado à juventude.

    Está sepultado nas margens do rio Lundogi, a trinta quilómetros de Caripande.

  • 15
      04/1968

    15/04/1968 - 

    Ataque do PAIGC a Bigene, no Norte da Guiné.

    O ataque foi conduzido por um grupo de guerrilheiros do PAIGC com canhões sem recuo, lança-foguetes e metralhadoras contra o aquartelamento de Bigene, na fronteira norte, durante uma hora e meia. Causou dois mortos, danificou várias casas e uma caserna, destruiu a instalação eléctrica do quartel de uma das unidades do Batalhão de Caçadores 1932. O grupo que fez o ataque aproximou-se a cerca de 80 metros do arame farpado.

  • 16
      04/1968

    16/04/1968 - 

    Ataque ao Caminho-de-Ferro de Benguela.

    Um grupo da UNITA atacou trabalhadores do CFB que efectuavam trabalhos na via, na zona de Cangonga, causando cinco mortos, 26 feridos e um desaparecido e capturando uma espingarda G-3.

  • 16
      04/1968

    16/04/1968 - 

    Operação Flotilla, em que forças portuguesas e rodesianas combateram em conjunto guerrilheiros do COREMO, na zona de Tete, Moçambique.

    A operação realizou-se na área do Rio Mazue, tendo sido feitos vários mortos. Em Junho de 1968, numa acção combinada entre o 1º RLI (Regiment of Light Infantry) e forças portuguesas, na zona de Vila Pery, foram capturados dois guerrilheiros.

    As relações entre as Forças Armadas rodesianas e portuguesas foram intensas a partir da declaração unilateral da independência da Rodésia, o que motivou a intensificação da luta dos movimentos rodesianos que lutavam contra o domínio branco e que passaram a desenvolver acções de guerrilha.

    Apesar dessas relações intensas entre as forças rodesianas e portuguesas, os rodesianos consideraram quase sempre os militares portugueses como pouco combativos e mais interessados em passar os dois anos da comissão do que em vencer a guerrilha.

    Os seus relatórios são frequentemente pouco elogiosos para os portugueses, comparando-os desfavoravelmente com os rodesianos.

    Um relatório mais compreensivo para o comportamento dos portugueses é o do ex-sargento Alexandre Binda do Rhodesia Army Pay Corps. Ele escreveu um livro, The Saints: The Rhodesian Light Infantry. The all new Regimental History, em que aborda as relações com forças portuguesas de Moçambique. Este relato reflecte uma opinião muito interessante, não só da cooperação entre rodesianos e portugueses na zona de Tete,como contraria alguns relatórios com opiniões desfavoráveis para as tropas portuguesas feitos por militares rodesianos. Alexandre Binda era filho de mãe portuguesa e pai rodesiano, tinha nascido na Beira, falava português e podia por isso conversar com os militares portugueses e obter um conhecimento mais profundo do que estes pensavam, do que os militares rodesianos que não falavam a língua.

     

     

     

    “A nossa missão era operar com as tropas portuguesas contra a FRELIMO e a Coremo, que estavam a subverter a província. Basicamente, os nossos pisteiros, apoiados pelos portugueses, deviam perseguir e encontrar o inimigo e combatê-lo. Um combate em cooperação seria vantajoso para ambas as partes e foi-o de facto, pelo menos durante o tempo em que estive envolvido. (…) Por razões várias, muitos rodesianos esperavam que os militares portugueses do Portugal metropolitano revelassem o mesmo grau de motivação pessoal para o combate em Moçambique que eles próprios pela Rodésia. Mas Moçambique era para eles um território a milhares de quilómetros do seu país. Nas minhas acções em Moçambique falei muitas vezes com jovens oficiais e sargentos milicianos e soldados e senti-os aborrecidos por terem sido afastados das suas famílias, estudos ou carreiras, para virem gastar 2 anos das suas vidas num estranho e hostil ambiente africano, recusando admitir que estavam a defender o seu país. Esta atitude pareceu-me idêntica à dos jovens conscritos americanos que serviam no Vietname. Um alferes miliciano de uma unidade de comandos confessou-me: “Eu combato pelos meus homens e pela minha unidade – mas para nós, os de Portugal, Moçambique diz-nos pouco”.

    Os militares portugueses, para os rodesianos de quem me lembro e que serviram com eles, eram na maioria considerados homens competentes, embora quer os subalternos quer os soldados tivessem pouco mais de 20 anos”.

  • 19
      04/1968

    19/04/1968 - 

    O padre José Felicidade Alves defende, numa homilia em Lisboa, na paróquia de Belém, a necessidade de uma “solução de diálogo” para a guerra.

    Desde o início da guerra em Angola que o padre José da Felicidade Alves, pároco de Belém, não se coibiu de exprimir as suas críticas à guerra, à polícia política e à ortodoxia religiosa. As suas homilias da missa do meio-dia, na capela dos Jerónimos, tornaram-se um escândalo político e social e criaram dores de cabeça ao cardeal Cerejeira.

    Quando distribuiu na sua igreja um escrito do Papa Paulo VI contra a guerra, o regime e a hierarquia puseram-se de acordo para o afastarem. A decisão de lhe retirar a sua paróquia foi tomada quando estava em Paris. Quando regressou, ainda se apresentou na paróquia, mas o cardeal já tinha nomeado outro padre. Só em 7 de Novembro de 1968 foi finalmente demitido.

  • 19
      04/1968

    19/04/1968 - 

    Directiva do comandante interino da Região Militar de Moçambique, brigadeiro Francisco da Costa Gomes, “Para a actividade contra o inimigo, no conjunto da Província”. 

     

  • 24
      04/1968

    24/04/1968 - 

    Ataque do MPLA à sanzala Cazongo, a sul de Calomboloca.

    Apesar do esforço que estava a realizar no Leste, o MPLA continuava activo no Norte e um grupo de 40 a 60 guerrilheiros atacou a sanzala Caculo Cazongo, a sul de Calomboloca, causando dois mortos e um ferido, todos europeus e capturando armamento.

    As informações militares portuguesas consideraram que a população de Caculo Cazongo era fortemente suspeita de colaboração com os guerrilheiros, tendo sido detidos 90% dos homens da sanzala.

     

  • 24
      04/1968

    24/04/1968 - 

    Aviões Fiat G91 da base de Bissau entram em contacto visual com dois MIG-17 da Guiné-Conacri.

    Os MIG-17 retiraram para o seu território quando se aperceberam da presença dos aviões portugueses. A Força Aérea considerou a hipótese de, a partir daí, armar os seus aviões com mísseis ar-ar Sidewinder, que nunca se chegaram a utilizar em África.

     

  • 29
      04/1968

    29/04/1968 - 

    Instalação da FRELIMO na zona de Tete, em Moçambique.

    Os serviços de informação militar português admitem que a FRELIMO “tenha já dado início à implantação da estrutura político-administrativa no distrito de Tete”, presumindo-se que já esteja presente na região de Chimuara.

     

  • 29
      04/1968

    29/04/1968 - 

    Referenciada uma base subprovincial da FRELIMO a sul do rio Messalo, em Cabo Delgado.

    Este tipo de base significava que a FRELIMO tinha já implantado uma estrutura político-militar na zona da Serra do Mapé, na região de Macomia/Chai, e que podia avançar para Sul, em direcção à estrada Montepuez-Porto Amélia.

     

  • 30
      04/1968

    30/04/1968 - 

    Reunião em Lusaca entre dirigentes da UNITA e funcionários da República Popular da China.

    A delegação da UNITA era chefiada por Frank Mateus (ou Banda), “chefe de campo” da UNITA. Os chineses prometeram interceder pela UNITA junto das autoridades zambianas, tentando evitar a ordem de encerramento da delegação em Lusaca e de não permitir o regresso de Jonas Savimbi à Zâmbia.

    A Zâmbia fazia pressão para que a UNITA e Savimbi se unissem ao MPLA, cumprindo orientações da OUA.

     

  • 02
      05/1968

    02/05/1968 - 

    Início das manifestações estudantis do Maio de 68, em Paris.

    Estudantes manifestam-se contra o status quo. Barricadas são levantadas nas ruas e ocorrem confrontos com a polícia.

  • 02
      05/1968

    02/05/1968 - 

    Nomeação do brigadeiro António de Spínola para os cargos de governador-geral e comandante-chefe da Guiné, em substituição do general Arnaldo Shultz.

    Arnaldo Schultz – um clássico general clausewitziano nas malhas da contra-subversão

    Arnaldo Schultz, como o próprio confessou mais tarde, debateu-se com o clássico dilema dos generais formados na guerra convencional de Clausewitz – tinham aprendido que o objectivo das batalhas era “conquistar uma área de terreno, destruir o inimigo e tirar-lhe a vontade de combater, mas na guerra subversiva não existe nenhum destes objectivos, o que há que fazer é ganhar simpatias, mas a formação militar desse tempo era outra, ou seja, a de alcançar objectivos, em lugar de conquistar vontades. De forma que a nossa actuação não se ajustava ao que se pretendia. A estratégia que pus em prática consistia em ter e controlar áreas determinadas, para que era necessário que as nossas forças conquistassem um terreno e ficassem ali para que outras forças, na mesma área, se ocupassem a procurar o inimigo”.

    Fundamentalmente, Arnaldo Schultz tentou controlar o Centro-Oeste do território, perdido desde o início da guerra. Na realidade, a situação militar, com Arnaldo Schultz, piorou consideravelmente, apesar do aumento significativo de efectivos que passaram de 1000 homens em 1960 para cerca de 25 000 homens em 1967, deteriorando-se ainda mais nos primeiros meses de 1968.

    A chegada de Spínola a Bissau iria dar um novo ânimo às forças portuguesas e, principalmente, iria criar um grupo de militares que acreditou ser possível vencer uma guerra de contra-subversão, levando à prática a receita preconizada nos manuais de conjugar a acção militar e a política.

    Por que motivo Salazar nomeou Spínola para a Guiné?

    Spínola era um oficial do regime, mas pessoalmente era difícil encontrar alguém mais diferente de Salazar. Viril, praticante das artes que Salazar dispensava, cavaleiro, apreciador de mulheres, corajoso, frontal, leal com os seus homens, integrado na alta sociedade, confiante em si mesmo.

    A primeira razão para Salazar ter nomeado Spínola para governador e comandante-chefe foi as chefias militares considerarem que, no início de 1968, a guerra na Guiné estava atolada num impasse e que o PAIGC tinha tornado a situação crítica para as forças portuguesas e o corpo de Estado-Maior dirigido pelo florentino Câmara Pina não tinha entre os seus intelectuais da guerra nenhum que se quisesse expor ao risco de ir para a Guiné.

    A Guiné era, em 1968, um pântano de atolar carreiras, mas Spínola corria fora de prémio, como correram outros oficiais da mesma estirpe, caso do coronel Rodrigo da Silveira – não necessitavam de um lugar nos conselhos de administração oferecido por Salazar.

    A segunda razão foi porventura Salazar pensar que Spínola nunca se renderia e, portanto, que não teria na Guiné o mesmo problema da Índia.

     

  • 04
      05/1968

    04/05/1968 - 

    Criação da Comissão de Reequipamento Extraordinário da Exército e da Força Aérea (CREEFA), através do DL 48 368, com dotação de dois milhões de contos para os anos de 1968 e 1969. Em 1970 a comissão foi dotada de mais 1,5 milhões de contos para os anos de 1971 e 1972.

  • 05
      05/1968

    05/05/1968 - 

    Hastings Banda, presidente do Malawi, agradece num discurso público um empréstimo feito pela África do Sul.

    A África do Sul fez um empréstimo de 4 milhões de libras para a construção da nova capital do Malawi.

    Hastings Banda desenvolveu uma política de colaboração activa com os países vizinhos de Governo branco e desenvolveu uma política nacionalista sem pôr em causa as alianças com as antigas potências coloniais.

  • 09
      05/1968

    09/05/1968 - 

    Ataque ao Quartel-General da FRELIMO, em Dar es Salem.

    Os escritórios centrais da FRELIMO em Dar es Salem foram atacados por um grupo de moçambicanos liderado pelo filho de Lázaro Kavandame e por Mateus Gwengere, um padre católico que já tinha chefiado o ataque contra o Instituto de Moçambique, no qual morreu Mateus Muthemba, membro do Comité Central da FRELIMO e apoiante de Eduardo Mondlane.

    Lázaro Kavandame era reconhecido como o chefe da FRELIMO em Cabo Delgado e manifestava cada vez mais claras divergências com a estratégia de Mondlane e dos dirigentes da organização oriundos do Sul.

    Kavandame argumentava que os esforços deviam ser concentrados para obter uma vitória militar sobre os portugueses, enquanto a hierarquia da FRELIMO defendia que deviam ganhar o apoio das populações do Norte antes de avançarem para Sul, uma estratégia que se veio a revelar correcta. Kavandame acusava Mondlane de não ser agressivo contra os portugueses. As divergências entre os dois homens aumentavam à medida que se aproximava o II Congresso da FRELIMO. Kavandame tinha proposto a sua realização no Planalto dos Macondes, enquanto os apoiantes de Mondlane se organizavam para o realizar no Niassa.

  • 10
      05/1968

    10/05/1968 - 

    A “noite das barricadas”, em Paris.

    O Governo português seguiu com preocupação estes acontecimentos, não só pelo impacto que poderiam ter na alteração da política da França, mas ainda pelo receio de que a agitação alastrasse a Portugal, ao estimular os jovens estudantes portugueses para atitudes contestatárias.

  • 12
      05/1968

    12/05/1968 - 

    Ataque à lancha de desembarque LDP 208 no rio Zambeze.

    A lancha LDP 208 foi atacada da margem direita do rio Zambeze, na confluência com o rio Luena, com armas automáticas e granadas de mão. Sem consequências.

  • 14
      05/1968

    14/05/1968 - 

    Emboscada de guerrilheiros da FRELIMO a uma força portuguesa, em Furancungo, Tete, junto à fronteira com a Zâmbia, causando três mortos e oito feridos graves.

  • 14/5/1968
      a 20/5/1968

    14/5/1968 a 20/5/1968 - 

    Flagelações a Gandembel, no Sul da Guiné, pelo PAIGC, por várias vezes, com canhões sem recuo, metralhadoras pesadas, lança-granadas-foguete e morteiros.

    De 14 a 20 de Abril o PAIGC flagelou 19 vezes o aquartelamento português de Gandembel, no Sul. Durante esses ataques as forças portuguesas sofreram um ferido no
    dia 14, seis mortos e oito feridos no dia 15 e quatro mortos, um ferido e oito desaparecidos no dia 20.

  • 18
      05/1968

    18/05/1968 - 

    Início do movimento de expansão do MPLA do Leste para a zona de Malange.

    O MPLA tinha por finalidade a instalação da IV Região Militar através das operações Fura-Terra e Fura-Mata (Rota Agostinho Neto). Foi inicialmente comandado por Petrof, depois substituído por Iko Carreira.

  • 19
      05/1968

    19/05/1968 - 

    Primeiras acções militares da FNLA no Leste de Angola.

    As forças da FNLA (ELNA) actuaram a partir da fronteira com o Catanga, entre Teixeira de Sousa e o marco fronteiriço 25, com um grupo de 65 elementos, que se infiltrou em Angola com o objectivo de reconhecer as posições das tropas portuguesas e a localização dos grupos do MPLA e da UNITA, para futuras acções.

  • 20
      05/1968

    20/05/1968 - 

    Posse do brigadeiro António de Spínola dos cargos de governador e comandante-chefe da Guiné.

    A posse foi dada pelo ministro do Ultramar, Silva Cunha, que fez um discurso sobre o seu entendimento dos deveres dos governadores.

    Spínola tinha sido convidado por Salazar e fora a este que apresentara as suas ideias sobre o desempenho do cargo.

    Para Spínola o ministro não passava de um gestor de orçamentos. De resto, quando em Outubro veio a Lisboa apresentar o seu relatório “O Problema da Guiné”, fê-lo ao primeiro-ministro, Marcelo Caetano e não a Silva Cunha.

  • 20
      05/1968

    20/05/1968 - 

    Conversações de Agostinho Neto com Mobutu.

    A Rádio Ghana anunciou que o líder do MPLA, Agostinho Neto,aceitou manter conversações com o presidente Mobutu, do Congo Kinshasa. A 22 de Maio a BBC confirmava a notícia e, nas declarações prestadas por Agostinho Neto, este atribuiu as más relações entre o seu movimento e o Governo do Congo ao apoio deste ao GRAE.

  • 31
      05/1968

    31/05/1968 - 

    Uma emboscada no Norte de Angola causa elevadas baixas entre os soldados portugueses.

    Um grupo com cerca de cem guerrilheiros, alguns com camuflados, emboscou um grupo de combate na estrada Quibala-Quimaria, causando seis mortos e 11 feridos. Os guerrilheiros capturaram uma pistola-metralhadora, cinco espingardas FN, uma metralhadora pesada Breda, um morteiro de 60mm, uma bolsa de enfermeiro,
    equipamentos, fardamento e objectos pessoais dos mortos e destruíram uma viatura. O grupo de guerrilheiros sofreu nove mortos.

  • 31
      05/1968

    31/05/1968 - 

    Ataque da UNITA a um acampamento de madeireiros no Leste.

    Um grupo da UNITA, comandado por Muanangola, atacou um acampamento de madeireiros a 20 quilómetros de Teixeira de Sousa saqueando a cantina e levando todos os bens.

  • 01
      06/1968

    01/06/1968 - 

    Visita de Silva Pais, director-geral da PIDE, a Angola para supervisionar a formação dos Flechas.

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