1961 - O princípio do fim do império

Os Acontecimentos

  • 07
      02/1961

    07/02/1961 - 

    Primeira aterragem na pista do Negage, em Angola, de dois aviões Auster, quando as terraplenagens ainda se encontravam em curso. Esta data passou a ser o dia da Unidade do Aeródromo Base 3 (AB3).

  • 16
      02/1961

    16/02/1961 - 

    Chegada a Lisboa do paquete Santa Maria. Salazar aproveitou o regresso do navio para montar uma espectacular operação de propaganda, mas este caso acabou por ter consequências sérias nas relações luso-americanas e luso-brasileiras.

     

     

  • 20
      02/1961

    20/02/1961 - 

    Pedido de uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para apreciação do caso de Angola, apresentado pela Libéria.

     

  • 23
      02/1961

    23/02/1961 - 

    Primeira resolução condenatória da política colonial do Governo português emitida pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

     

  • 24
      02/1961

    24/02/1961 - 

    Criação da classe de Fuzileiros, na Armada.

     

  • 25
      02/1961

    25/02/1961 - 

    Assinatura do contrato para a construção da ponte sobre o Tejo, em Lisboa, com a United States Steel Export Company.

    Apesar das más relações políticas do Governo de Salazar com os americanos, as relações económicas mantinham-se. A escolha de um consórcio americano é um claro sinal de boa vontade enviado por Salazar aos americanos. É uma opção política.

    Técnica e economicamente tinham sido apresentadas outras soluções, nomeadamente pelo engenheiro Edgar Cardoso, um dos maiores especialistas mundiais em pontes.

     

  • 25
      02/1961

    25/02/1961 - 

    Queixa do Gana contra Portugal na Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    O Gana apresentou uma queixa na OIT acusando o Governo português de não garantir a observância da convenção sobre a abolição do trabalho forçado.

    A queixa e o carácter de urgência estavam em consonância com a queixa que viria a ser apresentada pela Libéria no dia 15 de Março, e na qual seria invocada a violação dos direitos humanos em Angola.

    Era uma forma concertada de as nações afro-asiáticas manterem sob pressão Portugal e a sua política colonial.

  • 27
      02/1961

    27/02/1961 - 

    Despacho do ministro da Defesa Nacional, general Júlio Botelho Moniz, sobre o relatório dos acontecimentos do Cassange, ocorridos nos meses anteriores.

    É o seguinte o texto do despacho:

    “Mais uma vez as forças militares restabeleceram a ordem, ou estão em vias de a restabelecer, por motivo de sublevação de populações indígenas excitadas por instigadores políticos e por razões de especulação condenável contra legítimos interesses que não são devidamente respeitados ou acautelados por comerciantes ou industriais e autoridades administrativas pouco escrupulosas.

    Não é de admitir que tal situação possa voltar a dar-se embora repetidos avisos tenham sido oportunamente dados sem resultado apreciável. O clima actual não permite reincidência quando motivada por abusos ou arbitrariedades praticadas por prevaricadores que não podem ser mais poupados.

    Estou certo que o Governo Central e o Governo Geral de Angola estão igualmente interessados em imporem um regime justo e humano que ponha, sem delongas, fim à comoção política-económica verificada na região algodoeira.

    Se por razões idênticas as Forças Armadas tiverem de novo que intervir receio que possa ser bastante desagradável o que tenha de proceder-se”.

  • 06
      03/1961

    06/03/1961 - 

    Encontro entre o ministro da Defesa, general Botelho Moniz, e o embaixador americano, Elbrick, que, segundo instruções do seu Governo, pressiona a alteração da política portuguesa em África, posição que o embaixador transmitiu a Salazar no dia seguinte.

    Botelho Moniz e Elbrick encontraram-se durante três horas no maior segredo. O embaixador comunicou a Botelho Moniz ter recebido instruções do secretário de Estado, Dean Rusk, para pressionar Salazar a aceitar o princípio da autodeterminação em África.

    Botelho Moniz era a face mais visível de um grupo de militares empenhados em provocar uma remodelação do Governo que dilatasse a sua base social, incluindo elementos não comunistas da Oposição e que defendia a autonomia ultramarina no quadro de uma relação de “tipo Commonwealth”, uma solução semelhante à que, 13 anos mais tarde, seria proposta por António de Spínola.

  • 07
      03/1961

    07/03/1961 - 

    Informação dos Estados Unidos ao Ministério da Defesa sobre a decisão da UPA em provocar incidentes violentos em Angola na noite de 15 de Março, informação menosprezada pelo comando militar de Angola.

     

  • 10
      03/1961

    10/03/1961 - 

    Inscrição na ordem do dia, pelo Conselho da ONU, da questão de Angola.

  • 10
      03/1961

    10/03/1961 - 

    Início do debate pelo Conselho de Segurança do pedido apresentado pela Libéria sobre o caso de Angola, que foi rejeitado.

  • 15
      03/1961

    15/03/1961 - 

    Partida de Lisboa de quatro Companhias de Caçadores para reforço da guarnição de Angola.

    Partem as seguintes companhias:

    CCaç 66/5.ª CCaçE RI 10 – Aveiro
    CCaç 67/6.ª CCaçE RI 10 – Aveiro
    CCaç 78/7.ª CCaçE BC 5 – Lisboa
    CCaç 82/9.ª CCaçE RI 14 – Faro

  • 15
      03/1961

    15/03/1961 - 

    Início de uma rebelião dirigida pela UPA no Norte de Angola, contra os colonos portugueses e algumas populações negras, causando centenas de vítimas.

    Não existem hoje dúvidas de que as acções foram cuidadosamente planeadas, pois ocorreram simultaneamente e de forma semelhante num significativo número de locais diferentes e na data em que a situação de Angola estava na ordem do dia nas Nações Unidas.

    Também parecem hoje claros os objectivos políticos da UPA ao desencadear as acções no quadro de uma insurreição armada:

    – Retomar a iniciativa da actividade insurrecional, que o MPLA lhe havia retirado ao assumir a responsabilidade das acções de 4 e 10 de Fevereiro contra as prisões de Luanda;

    – Conquistar as populações negras, levando-as a ver que os brancos não eram invencíveis e atemorizando-as de modo a elas se afastarem do convívio com os portugueses.

    Existiam assim razões internacionais e internas para a UPA ter desencadeado as acções violentas do 15 de Março. Mas não existia qualquer justificação para a barbárie em que elas se transformaram.

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